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Torta de coco

Tadinho do meu blog,  completamente abandonado!!!! Bem, muita água passou embaixo da ponte nesse tempo, então nem vou tentar me explicar. Vamos direto ao assunto: vou postar hoje uma receita da D. Maria, avó da Rafa, que estuda na sala do meu lindão. Depois que temos filhos, nossa vida social muda completamente. Depois que eles entram na escola, passamos a frequentar mais festinhas infantis que jamais tínhamos imaginado. O legal disso é que encontramos com pessoas que têm interesses e preocupações em comum. E, é claro, pra mim a comida é sempre uma afinidade.

Conhecendo essas outras famílias chegamos naquelas receitinhas deliciosas que fazem parte da história de cada uma delas. E foi num encontro com a família da Rafa que ganhei esse presente: a receita dessa torta maravilhosa que D. Maria só faz em ocasiões especiais. Acreditem, a torta sumiu rapidinho!

Creme

2 xícaras de leite

2 colheres (sopa) maizena

1 1/2 xícara de açucar

1 gema

1 colher de manteiga

essência de baunilha

Misture e leve ao fogo até engrosar.

Massa

16 colheres rasas (sopa) farinha de trigo

6 colheres (sopa) açucar

1 colher (sopa) fermento

125 gramas de manteiga

1 ovo

Misture tudo e coloque a massa numa forma redonda esticando com as mãos.

Despeje dentro o creme, uma boa camada de côco ralado, depois uma lata de leite condensado e mais côco ralado.

Leve ao forno até dourar o côco.

Aguardem novidades no blog em breve: novo design, leite caramelado para os dias frios e rosquinha de pinga.

Minha história com os bolos é assim: quando adolescente, com muito tempo sobrando, eu me esmerava. Fazia bolos deliciosos, com cobertura e recheio, uma beleza. (É certo que, com minha natureza distraída, também queimei vários e cheguei a esquecer de colocar coisas básicas como fermento ou açucar, rs). Depois veio a faculdade e fiquei longe do forno. E agora, muito tempo depois, depois que decidi fazer o blog e meu lado cozinheira da família aflorou, voltei a fazer bolos.

Por uma coincidência bem bacana, todo mês tenho receitas novas pra testar. É que a escola do meu filho manda o cardápio do mês e inclui algumas receitinhas fantásticas, não só de bolos. Todas assinadas por uma nutricionista :-)

E foi no mês de março que veio essa de bolo de iogurte com chocolate. Experimentei fazer e desde então virou minha receita básica de bolo. ele fica fofinho, leve e muuuuito saboroso. E até já inventei outros sabores pra ele, claro! Todas versões ficaram ótimas. Nas minhas invencionices inclui até uma versão com bluebarries que ficou parecendo um mega-muffin. Delícia!

Ingredientes

3 ovos

1 copo de iogurte natural

1 xícara de óleo

2 xícaras de açucar

3 xícaras de farinha de trigo

2 colheres de sopa de chocolate em pó

1 colher de sopa de fermento

raspas de laranja

Bata os ovos, açucar, óleo e iogurte no liquidificador. Peneire a farinha com o chocolate e o fermento numa tigela e acrescente as raspas de laranja e a mistura do liquidificador. Coloque em uma forma untada e leve para assar em forno pré-aquecido.

Versão com banana: não coloque o chocolate em pó. Acrescente uma banana nanica no liquidificador e pique outra para colocar por cima. Para colocar a banana por cima do bolo é melhor assar a massa por cerca de 5 minutos, retirar do forno, colocar a camada de banana picada, polvilhar açucar e canela por cima e retornar ao forno.

Versão com blueberry (ou mirtilo): também sem chocolate em pó. Apesar de não ser uma frutinha típica por aqui, o mirtilo já pode ser encontrado em supermercados em bandeijinhas ou congelado. Se você comprar o congelado deixe descongelar de um dia para outro numa peneira pra escorrer o excesso de água. Misture com uma colher de farinha de trigo e espalhe sobre a massa depois de coloca-la na forma. Nesse dá também pra trocar as raspas de laranja por 2 ou 3 gotinhas de baunilha.

Dessa vez eu tinha pesquisado também receitas de muffin e misturei uma técnica: troquei o óleo por manteiga. Outra dica que segui e ficou legal é misturar os ingredientes por 10 segundos, grosseiramente, não precisa deixar a massa uniforme.

Versão basicão: é só tirar o chocolate em pó e ser feliz :-)

Se você quiser experimentar e criar sua versão não deixe de me contar!

Salada de atum com queijo e picles

Esquenta, esfria, esquenta, esfria. Esse tempo maluco mexe também com nosso apetite e com as nossas escolhas na hora de cozinhar.  Semana passada eu estava pensando em sopas e agora só penso em saladas… Aí lembrei dessa, que minha mãe faz desde sempre, principalmente quando está esse tempinho calorento.  É pra lá de simples e deliciosa.

Ingredientes
1 pé de alface (de preferência lisa)
200 gr de queijo prato
1 lata de atum
picles à gosto
maionese também à gosto

Corte a alface em tiras finas, o queijo em cubos pequenos e o picles em pedaços pequenos. Em separado amasse o atum. Misture tudo e junte a maionese. Tá pronto! :-)

Sopa de coalhada com kibe!

Tudo bem,  parece que o frio já está indo embora mas, mesmo assim, essa receitinha que estava no rascunho faz um tempo vai sair do forno (ou da panela).

Aprendi a receita com a Deb, uma amiga muuuito querida, que é de origem libanesa. Num desses inevitáveis papos sobre comida, quando a gente ainda trabalhava junto, contou que a mãe fazia uma receita que já era tradição na família e ela adorava: uma sopa com coalhada e kibe, chamada kibe labani (é assim que escreve Deb?)

Claro que eu TINHA que experimentar!!! Liguei pra mãe da Deb e ela me contou com todos detalhes como fazia a tal sopa. Só posso dizer que é DE-LI-CI-O-SA!!! Experimente:

Ingredientes

2 copos de coalhada fresca ou iogurte

1 litro de leite desnatado

1 maço de hortelã fresco

1 cebola

1 ou 2 alhos amassados

azeite

10 mini kibes (pode ser aquele congelado ou se você tiver tempo prepare-os com antecedência)

Se você optou pelo kibe congelado afervente-o antes de usar pra tirar o excesso de gordura. Isso é importante pois a gordura do industrializado pode mudar o sabor da sopa. Depois frite-os com um tiquinho só de óleo, só pra tostar do lado de fora. Reserve. Pique a hortelã e a cebola e o alho e frite em azeite. Despeje o leite e a coalhada e deixe esquentar. Depois de cozinhar um pouco acrecente os kibes e… está pronto!!!

Obs.: na receita tradicional vai também arroz, como na canja, mas a mãe da Deb não usa, então não coloquei.

Salada de frutas quente

As perpectivas de um final de semana gelado (foi o que ouvi na previsão do tempo) já nos faz pensar em quais coisas aconchegantes podemos fazer para esquentar as canelas. Eu devo ir à bienal, assistir alguns desenhos com meu pequeno lindão e, claro, fazer umas comidas quentinhas e gostosas.

E quem pensaria em comer salada de frutas em pleno inverno? Dona Salete, minha mãe, é claro! Como boa virginiana que não se satisfaz com a ordem das coisas como estão e está sempre procurando novidades, nos veio um dia com essa idéia, pescada em algum programa de TV.

A saladinha de frutas então arrasou com um sabor do antigo numa versão quentinha, aconchegante e nova. Aproveitem o friozinho no Sudeste para experimentar.

Ingredientes

1 banana

1 manga

2 maçãs

meio mamão

1/4 de um abacaxi pequeno

1 colher de manteiga

50g de mirtilos (ou blueberries, que são a mesma coisa) – podem ser congelados

Em uma frigideira aqueça levemente a manteiga e vá acrescentando as frutas picadas em pequenos cubos nessa ordem: maçã, manga, abacaxi, mamão, banana e por último os mirtilos. Mexa por, no máximo, 2 minutos. As frutas devem amolecer um pouco mas não desmanchar.

Dá pra 4 a 6 pessoas, dependendo do apetite.

Fácil, né? Claro que você pode acrescentar quaisquer outras frutas do seu gosto: kiwi, goiaba,  melancia, etc.

Pimentão recheado

O pimentão recheado com carne também é uma receita que está colada nas lembranças de infância. Mesmo sendo um alimento de gosto peculiar e difícil de agradar às crianças, preparado desse jeito era tiro e queda: eu e meus irmãos sempre comíamos até nos fartar.  O gosto agridoce do pimentão, combinado com a carne beeeeem temperada e acompanhado de batatas assadas crocantes é irresistível.

Quero aproveitar esse post pra lembrar meus (poucos) leitores, rs, que aceito colaborações de receitas de família, especialmente aquelas que vem acompanhadas de histórias tão saborosas quanto o prato.

Ingredientes

6 pimentões vermelhos

500g de carne moída (patinho, alcatra, coxão mole)

1 cebola

2 dentes de alho amassados

salsinha, alecrim, cebolinha

2 ovos cozidos

1 col. (café) de mostarda

6 batatas picadas em cubos e pouco cozidas (coloque um pouco de vinagre na água do cozimento pra ela não desmanchar)

Refogue a carne com um pouco de óleo, a mostarda, os temperos e deixe pra colocar por último a salsinha, cebolinha e o ovo cozido bem picadinho. Lave bem os pimentões, corte a “tampinha” de cada um e tire toda a semente com uma faca pequena. Recheie os pimentões com a carne, feche as respectivas “tampinhas” com palito de dente, coloque em uma forma bem besuntada de azeite e pincele cada um com azeite também. Por último acomode as batatas em volta dos pimentões, cubra tudo com papel alumínio e leve ao forno médio por meia hora. Retire o papel alumínio e deixe mais 15 minutos ou até o pimentão começar a ficar enrugadinho e a batata dourada. Para os mais exagerados como eu ainda vai muito bem com um arroz bem branquinho e fresquinho, mmmmm! Ah, eu tiro a pelinha na hora de comer, mas vai de gosto, tá?

Versão vegetariana: você pode rechear os pimentões com um purê de batatas tbém temperadinho com ervas, aí acho que combina mais fazer com pimentões verdes e, claro, sem as batatas coradas.

Bom apetite!

Ovos com salsicha da tia Custódia

A tia Custódia, irmã do meu avô paterno, seu Francisco, ficou muito famosa aqui em casa por causa de um prato muito simples: ovos mexidos com salsichas. Parece uma coisa simples, até demais, mas com os temperos certos dá um irresistível prato pro lanche da tarde. Meu pai conta que, na verdade, ela incrementava os ovos pois na época em que fazia a iguaria as vaquinhas estavam magras e a regra era fazer render. Hoje, ainda bem, guardamos esse sabor como uma foto no álbum da família, que traz boas recordações e fazemos o prato para nos deliciar e lembrar.

Ingredientes (para 4 pessoas)

4 ovos

2 salsichas (das boas, por favor)

1 tomate bem picadinho

meia cebola também picadinha

salsinha

sal e um pouco de óleo

um pouco de pimentão picado bem miúdo

Refogue bem a cebola no óleo, coloque a salsicha e deixe dourar um pouco. Acrescente o tomate e deixe apurar um pouco. Por último,  jogue o ovo com uma pitada de sal e a salsinha bem picada e mexa bem até o ovo ficar bem cozido. Voilá! :-)

Kibe cru

Conheço Dona Gê desde a adolescência, quando eu e minha amigona Li nos conhecemos. Nossa amizade foi ultrapassando todas as barreiras das correrias e caminhos diferentes. Além das ótimas conversas nos eventos especiais de aniversário, às vezes Dona Gê prepara o tradicional kibe cru, que eu nunca tinha experimentado pois não consigo encarar carne crua (nem peixe, confesso).

Precisou meu amado expeimentar e declarar que delícia aquilo era pra eu me tocar que era um tesouro. Da última vez fiz questão de experimentar, e era bom mesmo!, embora eu ainda não tenha conseguido comer muito. Bom, aí vai a receitinha pra quem curte mesmo essa iguaria árabe:

Ingredientes

1 kg de alcatra ou patinho moído (Dona Gê disse que tem ser carne boa, hein! rs)

1 maço de hortelã

2 cebolas raladas

pimenta do reino

500 g de trigo para kibe

muita salsinha!!! :-)

Deixe o trigo de molho por pouco tempo, máximo meia hora, escorra bem o excesso de água e misture com os outros ingredientes… tá pronto! Fácil demais, né? A Li ainda disse que eles sempre servem com cebola e alho pra acresentar na hora de comer, eles adoram. Eu sugiro um azeite bem legal também e pão sírio pra acompanhar. Outra dica: deixe na geladeira antes de servir.

Comida de mãe é colo

Essa semana mãezinha baixou por aqui pra me dar uma força e passei muito bem! Preciso dizer que arroz com feijão de mãe é tudo? Cada mãe faz seu tempero e, com raras exceções, isso se torna patrimônio familiar, alvo de tentativas incansáveis de reproduzir aquele sabor. Fora isso, um clássico franguinho com ervilhas, bracholas, sopa de legumes com músculo…. calma gente, não foi tudo ao mesmo tempo, ela passou a semana aqui, rs. Bem, foi jurado que ela vai me passar os detalhes pra eu reproduzir aqui, então aguardem!

Falsa bacalhoada

Fui criada em família católica. Mãezinha ainda é, e muito. Papai também. Eu é que desgarrei. Mas tenho muito respeito pela fé deles. É daquelas que move montanhas mesmo. E Semana Santa é a data mais importante pro católico. Nada de superstições ou promessas. Me foi ensinado só a guardar jejum nos dias santos e não comer carne na sexta-santa.

Acontece que o não comer carne virou bacalhoada pra maior parte das pessoas, o que deixa mãezinha indignada: “De que adianta comer peixe e fazer um banquete?!”. Eu concordo… não faz muito sentido fazer a coisa pela metade… Dessa forma, mãezinha arrumou um jeito de fazer a bacalhoada sem avacalhar e sem ter um desfalque na conta bancária. É assim:

Ingredientes

1 lata de atum

6 batatas

2 cebolas

azeite

pimentão, cheiro verde, azeitonas pretas, salsinha, cebolinha e todos temperos da bacalhoada tradicional

Como fazer

Descasque e corte as batatas e cebolas em rodelas grossas. Em uma panela monte camadas de cebolas, o atum amassado, batatas, pimentões em tiras e os outros temperinhos. Coloque o azeite à gosto, cubra com água e deixe cozinhar até a batata cozinhar bem. Está pronto. Não esqueça de comer com moderação ;-) 

Uma Feliz Páscoa a todos!

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