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Ovos com salsicha da tia Custódia

A tia Custódia, irmã do meu avô paterno, seu Francisco, ficou muito famosa aqui em casa por causa de um prato muito simples: ovos mexidos com salsichas. Parece uma coisa simples, até demais, mas com os temperos certos dá um irresistível prato pro lanche da tarde. Meu pai conta que, na verdade, ela incrementava os ovos pois na época em que fazia a iguaria as vaquinhas estavam magras e a regra era fazer render. Hoje, ainda bem, guardamos esse sabor como uma foto no álbum da família, que traz boas recordações e fazemos o prato para nos deliciar e lembrar.

Ingredientes (para 4 pessoas)

4 ovos

2 salsichas (das boas, por favor)

1 tomate bem picadinho

meia cebola também picadinha

salsinha

sal e um pouco de óleo

um pouco de pimentão picado bem miúdo

Refogue bem a cebola no óleo, coloque a salsicha e deixe dourar um pouco. Acrescente o tomate e deixe apurar um pouco. Por último,  jogue o ovo com uma pitada de sal e a salsinha bem picada e mexa bem até o ovo ficar bem cozido. Voilá! :-)

Kibe cru

Conheço Dona Gê desde a adolescência, quando eu e minha amigona Li nos conhecemos. Nossa amizade foi ultrapassando todas as barreiras das correrias e caminhos diferentes. Além das ótimas conversas nos eventos especiais de aniversário, às vezes Dona Gê prepara o tradicional kibe cru, que eu nunca tinha experimentado pois não consigo encarar carne crua (nem peixe, confesso).

Precisou meu amado expeimentar e declarar que delícia aquilo era pra eu me tocar que era um tesouro. Da última vez fiz questão de experimentar, e era bom mesmo!, embora eu ainda não tenha conseguido comer muito. Bom, aí vai a receitinha pra quem curte mesmo essa iguaria árabe:

Ingredientes

1 kg de alcatra ou patinho moído (Dona Gê disse que tem ser carne boa, hein! rs)

1 maço de hortelã

2 cebolas raladas

pimenta do reino

500 g de trigo para kibe

muita salsinha!!! :-)

Deixe o trigo de molho por pouco tempo, máximo meia hora, escorra bem o excesso de água e misture com os outros ingredientes… tá pronto! Fácil demais, né? A Li ainda disse que eles sempre servem com cebola e alho pra acresentar na hora de comer, eles adoram. Eu sugiro um azeite bem legal também e pão sírio pra acompanhar. Outra dica: deixe na geladeira antes de servir.

Comida de mãe é colo

Essa semana mãezinha baixou por aqui pra me dar uma força e passei muito bem! Preciso dizer que arroz com feijão de mãe é tudo? Cada mãe faz seu tempero e, com raras exceções, isso se torna patrimônio familiar, alvo de tentativas incansáveis de reproduzir aquele sabor. Fora isso, um clássico franguinho com ervilhas, bracholas, sopa de legumes com músculo…. calma gente, não foi tudo ao mesmo tempo, ela passou a semana aqui, rs. Bem, foi jurado que ela vai me passar os detalhes pra eu reproduzir aqui, então aguardem!

Falsa bacalhoada

Fui criada em família católica. Mãezinha ainda é, e muito. Papai também. Eu é que desgarrei. Mas tenho muito respeito pela fé deles. É daquelas que move montanhas mesmo. E Semana Santa é a data mais importante pro católico. Nada de superstições ou promessas. Me foi ensinado só a guardar jejum nos dias santos e não comer carne na sexta-santa.

Acontece que o não comer carne virou bacalhoada pra maior parte das pessoas, o que deixa mãezinha indignada: “De que adianta comer peixe e fazer um banquete?!”. Eu concordo… não faz muito sentido fazer a coisa pela metade… Dessa forma, mãezinha arrumou um jeito de fazer a bacalhoada sem avacalhar e sem ter um desfalque na conta bancária. É assim:

Ingredientes

1 lata de atum

6 batatas

2 cebolas

azeite

pimentão, cheiro verde, azeitonas pretas, salsinha, cebolinha e todos temperos da bacalhoada tradicional

Como fazer

Descasque e corte as batatas e cebolas em rodelas grossas. Em uma panela monte camadas de cebolas, o atum amassado, batatas, pimentões em tiras e os outros temperinhos. Coloque o azeite à gosto, cubra com água e deixe cozinhar até a batata cozinhar bem. Está pronto. Não esqueça de comer com moderação ;-) 

Uma Feliz Páscoa a todos!

Franguinho de Vó

Que delícia, recebi uma receitinha da minha amigona Déa. Na verdade é da avó dela, D. Lídia. Não vejo a hora de fazer um e me acabar de comer, rs. Vejam, preparem e se lambuzem ;-)

“Essa é a receita do franguinho que a minha vó Lidia fazia quando eu era criança. É uma coisa bem caseira, mas daquelas que traz boas lembranças. Acho que porque como a maioria das avós, ela usava aquele ingrediente especial: o amor. Isso ficou tanto na nossa cabeça lá em casa, que a gente costuma chamar de “franguinho de vó” quando vê um prato assim num restaurante ou na casa de alguém. Normalmente quem ouve acha engraçado porque é uma referência familiar mesmo – rs.

Ingredientes

6 sobrecoxas de frango sem pele

6 batatas médias cortadas ao meio

1 litro e meio de água

1 colher de sobremesa de alho picado

1 colher de chá de páprica

4 tomates grandes sem pele e sem semente batidos no liquidificador (eu uso 400 g de molho pronto – rs)

sal, salsinha e outros temperos a gosto

Tempere o frango com alho e sal. Coloque na panela de pressão junto com as batatas e água. Cozinhe por 30 minutos (após pegar pressão, pra ficar bem macio) no fogo baixo. Acrescente o molho de tomate, a páprica a salsinha e outros temperos que você goste (salsinha, pimenta, coentro, por exemplo). Deixe “apurar” por mais 10 minutos no fogo baixo até engrossar um pouquinho o caldo. 

Sirva com arroz branco e como dizia a vó Lidia “coma tudo”!”

Torta de liquidificador

Segundona, feriado, chuva… a gente deu uma saidinha, fez um estrogonofe na casa de minha cunhada (ficou uma delícia), voltou pra casa e ficou curtindo o ócio.  À noite deu aquela fominha mas não tinhamos vontade de “comida”. Pensamos numa pizza, num lanche, mas acabei resgatando o caderninho de receitas de mamãe (que está sequestrado lá em casa) e me inspirei pra fazer uma torta salgada.

Tinha cinco opções de receitas, mas nenhuma parecia ser a certa. Acho que a maioria dessas receitas pro liquidificador vai muito óleo. Bom, fiz um apanhado e acabei inventando a minha… não é que deu certo? Minha opção foi usar farinha integral (estou nessa onda) e recheio de palmito.

Ingredientes

3 ovos
1 copo de farinha (pode ser integral ou branca)
1 copo de leite (talvez um pouco menos)
1/2  copo de óleo (talvez um pouco mais)
1 colher de sopa de queijo ralado
1 colher de sopa de fermento
1 colher de sopa de aveia

Coloque os ovos, o óleo, o queijo e a farinha no liquidificador e com ele ligado vá acrescentando o leite até ficar uma massa mole, mas não muito líquida. Por último coloque o fermento e bata mais um pouco.

O recheio pode ser do seu gosto, fiz com 1 vidro pequeno de palmito bem picado, refogado com azeite, meia cebola bem picada também, um pouco de alho amassado, meio tomate picado, umas folhinhas de manjericão e orégano.

Unte a forma com manteiga e farinha (use forma pequena se você quiser a torta mais fofinha e média se quiser ela mais baixinha, pra comer tipo pizza) , coloque mais ou menos metade da massa e leve ao forno pré-aquecido por uns 10 minutos. Retire, espalhe o recheio e despeje por cima o restante da massa. Leva mais uns 30 minutos pra assar.

Obs.: Essa nem deu tempo de fotografar, comemos quentinha!

Pudim de leite

A gostosura e o cozinheiro

Só de falar nele da água na boca, acontece com vocês também? Como desde criança. Lembro sempre do da Vó Lazinha, feito numa latinha em banho maria, sempre com aquela paciência e tranquilidade inesgotável.

Recentemente Dona Jô fez um delicioso também quando a visitamos. Curioso é que na Suécia não tem leite condensado, então quando vai alguém pra lá sempre leva umas latinhas. Os suecos que provaram a iguaria brasileira se apaixonaram. Há até uns que são capazes de devorar um pudim sozinhos!

Já aqui em casa, meu filho não gosta de pudim, o que pra gente é quase incompreessível. Fica sempre pairando no ar aquela esperança de que um dia ele se renda a essa delícia.

Bom, vamos a receita executada pelo meu amor na semana passada e que ficou perfeita, com furinhos mas não muitos e bem levinho.

Ingredientes
5 ovos
2 latas de leite condensado
a mesma medida de leite
2 xícaras de açúcar para a calda caramelada
1 xícara de água

Bata bastante os ovos com o leite condensado e o leite no liquidificador e reserve. Misture o açúcar e a água, coloque na forma de pudim e leve ao fogo médio mexendo sempre até virar caramelo (consistência grossa e cor de canela). Tire do fogo e deixe esfriar. Despeje o conteúdo do liquidificador, cubra com papel alumínio ou tampa e leve ao banho maria no fogão ou no forno. No forno demora mais para ficar na consistência. Tempo médio 2 horas. Vá espetando com palito pra saber se já está bom. Retire, deixe esfriar um pouco e leve à geladeira por pelo menos 6 horas. Desenforme e se delicie!

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