Feijoada de mineiro

(Um prólogo para esse post: escrevi esse texto faz muito, muito tempo… desde 2012 não publico nada no blog mas penso nele e sou cobrada até a voltar com frequência. Hoje tomei fôlego, será que pego embalo? Peço ajuda: mandem suas receitas e histórias de família que eu publico!)

 

Um dia desses (na verdade há muito e muitos dias!) minha tia Maria veio almoçar aqui. O Miguel fez um delicioso strogonoff de frango, que depois vou tentar postar a receita, embora ele cada vez faça de um jeito… Bem, mas, pra variar, enquanto comíamos, o assunto era… comida! Comentamos sobre a vontade de fazer uma feijoada, coisa que nunca fizemos aqui em casa, por nossa conta.

A feijoada da tia Maria é famosa, e uma delícia mesmo. É cheia de truques e macetes, e ela resolveu abrir o jogo e nos contar. Claro que nos animamos em fazer. Mas, antes de fazer, resolvi registrar aqui as dicas antes que eu esquecesse.

De acordo com ela, a feijoada tem que começar a preparar de véspera. O feijão preto e todas as carnes têm que “dormir” de molho na água, mas o feijão separado do resto. “Cada um escolhe as carnes que mais gosta, eu coloco costela, carne seca, linguiça, e tem que colocar paio. O Maurício adora paio”. Maurício é meu primo, filho dela.

“Seu tio Mauro é quem gostava de preparar, ele é quem me ensinou a colocar também um pedaço de carne de vaca, uma carne dura, em pedaços. Como bom mineiro ele preparava tudo com calma, ia fazendo aos poucos. E ele aprendeu a cozinhar a feijoada com o primo dele, que morava em Betim e levava dois dias fazendo a receita!”

No dia seguinte, a água onde os ingredientes estavam de molho deve ser jogada fora. O feijão vai pra panela de pressão e as carnes são fervidas em oura panela. Depois da primeira fervura, tem que jogar a água de novo fora e jogar água fria nas carnes pra dar um choque térmico.

Aí as carnes e o feijão vão pra mesma panela, cozinhar juntinhos até ficar no ponto. O truque final, pra feijoada não ficar pesadona: é espremer o suco de uma ou duas laranjas na panela e deixar cozinhar mais um pouquinho.

Bom, eu já comi e vou dizer: é uma das melhores feijoadas que já comi na vida.

Pra acompanhar não podemos esquecer de um arroz bem branquinho, couve refogada, uma farofa rica e laranja pra sobremesa.

Meu tio Mauro deve estar numa nuvem bem branquinha agora sorrindo e com água na boca ;-)

feijoada

Molho Tártaro

Meu amor gosta de sabores fortes, apimentados, temperos exóticos. Tudo o que ele faz, seja com uma receita na mão ou de sua cabeça, tem muito sabor! Ultimamente somos cobaias, no bom sentido, de várias versões do molho tártaro. Até parentes e vizinhos já foram “vítimas” presenteadas com a iguaria feita em casa.

Pois essa semana saiu a versão mais perfeita feita até hoje e eu compartilho com vocês a receitinha. Claro que uma pitatinha aqui, outra ali e você vai fazer sua própria versão. “Limão maduro, páprica doce, cebola-rôxa, pimenta do reino branca, nóz-moscada ralada na hora (Sim, tem diferença!) e muita disposição para picar, cortar e misturar”, declara o autor sobre sua obra. Ah, é um ótimo acompanhamento para carnes (comemos com hamburguer e ficou uma delícia) e peixes. Então faça e aproveite!

400 g de maionese
200g picles (cenoura, nabo e pepino)
200g pepino em conserva (colocamos mais desse pois no picles tinha pouco)
100g azeitonas verdes
1 cebola roxa
cebolinha e salsa a gosto

Pique bem miudinho o picles, azeitona, pepino, cebola, cebolinha e salsa. Vá misturando aos poucos na maionese. Tempere com 1 limão maduro, páprica doce, pimenta do reino branca, nóz-moscada ralada na hora.  Conserve na geladeira.

Miguel e seu molho tártaro

O chef e seu molho: sucesso

Salada de frutas quente

As perpectivas de um final de semana gelado (foi o que ouvi na previsão do tempo) já nos faz pensar em quais coisas aconchegantes podemos fazer para esquentar as canelas. Eu devo ir à bienal, assistir alguns desenhos com meu pequeno lindão e, claro, fazer umas comidas quentinhas e gostosas.

E quem pensaria em comer salada de frutas em pleno inverno? Dona Salete, minha mãe, é claro! Como boa virginiana que não se satisfaz com a ordem das coisas como estão e está sempre procurando novidades, nos veio um dia com essa idéia, pescada em algum programa de TV.

A saladinha de frutas então arrasou com um sabor do antigo numa versão quentinha, aconchegante e nova. Aproveitem o friozinho no Sudeste para experimentar.

Ingredientes

1 banana

1 manga

2 maçãs

meio mamão

1/4 de um abacaxi pequeno

1 colher de manteiga

50g de mirtilos (ou blueberries, que são a mesma coisa) – podem ser congelados

Em uma frigideira aqueça levemente a manteiga e vá acrescentando as frutas picadas em pequenos cubos nessa ordem: maçã, manga, abacaxi, mamão, banana e por último os mirtilos. Mexa por, no máximo, 2 minutos. As frutas devem amolecer um pouco mas não desmanchar.

Dá pra 4 a 6 pessoas, dependendo do apetite.

Fácil, né? Claro que você pode acrescentar quaisquer outras frutas do seu gosto: kiwi, goiaba,  melancia, etc.

Sopa de abóbora com gorgonzola

Minha mãe viu a receita na TV, depois eu achei no Cybercook. É recente, mas de cara virou um clássico da família. Numa noite um pouquinho mais fria cai muuuuito bem!

Ontem tomamos eu, Miguel e Michel. Com pão de queijo acompanhando (que minha nutricionista nuuunca leia esse post).

Dei uma adaptada na receita original que manda colocar caldo de legumes industrializado, mas eu não gosto.

Ingredientes
500 gr de abóbora japonesa em pedaços médios
150 gr de gorgonzola picado ou amassado (pode variar de acordo com o gosto, quanto mais, mais forte a sopa fica)
1 litro(s) de água quente
100 gr de creme de leite sem soro
1 colher de manteiga ou margarina
1 cebola ralada

Cozinhe bem a abóbora (sem casca e sem sementes) na água quente. Bata no liqüidificador com um copo e meio de caldo do cozimento. Frite bem a cebola na manteiga e acrescente a abóbora batida. Coloque o queijo gorgonzola e mexa até ele derreter bem. Por último coloque o creme de leite e desligue o fogo antes de ferver.

Dicas:
– fazer com creme de soja (similar do creme de leite) fica mais saudável e também uma delícia.
– Comer dentro de um pão italiano fresquinho também é uma boa pedida.

Frango com cerveja

Não gente, não é pra beber a cerveja enquanto cozinha o frango! A Dani Marques mandou uma colaboração pro blog que, de acordo com ela “é tão fácil, mas tão fácil que é daquelas receitas que dá pra pedir pro marido ou namorado fazer sem risco algum.” rs. E ela ainda mandou a receita do acompanhamento! Chique demais, hein! Pra quem tá sem idéia pra cozinhar no findi, tente esse cardápio “facinho” e gostoso. Brigada Dani! Vejam a receita com os comentários dela:

“Eu adoro cozinhar. E o que mais tem na minha família é “chef”. Cozinheiras e cozinheiros bons demais. Da minha vó mineira que faz de um tudo ao meu cunhado espanhol que faz sushi ao meu priminho de 6 anos que já sabe fazer pão de queijo e bolo.
Agora a pouco, fiz uma das “especialidades” daqui de casa. Frango na cerveja. É uma receita ridícula de fácil, mas que todo mundo gosta e “adota” quando prova. E vai muito bem com creme de milho.”

Frango na cerveja

– 6 ou 8 pedaços de frango (eu gosto de coxa e sobrecoxa)
– um pacotinho de Sopa de Cebola (não pode ser o creme)
– uma latinha de cerveja.

Coloque o frango num refratário. Por cima jogue a sopa e a cerveja. Cubra com papel alumínio (parte brilhante para dentro). Você pode fazer com antecedência ou na hora de preparar mesmo. Leve ao forno pré-aquecido a 200º mais ou menos por uma hora. Tire o alumínio e deixe por mais meia hora mais ou menos, até dourar :).

Acompanha arroz branco e Creme de Milho:

– 2 colheres de manteiga
– 2 colheres de farinha de trigo
– 2 copos de leite (mais ou menos 400 ml)
– 2 latas de milho verde
– sal e noz moscada

A base é um bechamel. Na panela dem fogo médio, derreta a manteiga, e adicione a farinha. Vá misturando o leite (frio mesmo, não tem perigo) aos poucos sem parar de mexer para não empelotar (caso isso aconteça, não apavore, porque a gente usa o mixer para triturar o milho, o que já elimina eventuais grumos da farinha). Antes de colocar o milho tempere com sal e noz moscada (não pode faltar. Uso bastante, cerca de uma colher de café cheia). Agora adicione uma das latas de milho e bata bem com o mixer na panela mesmo. Deixe cozinhar por uns 5 minutos, coloque a outra lata e cozinhe por mais 5 minutos, mexendo de vez em quando pra não grudar. Tem quem goste de misturar duas colheres de creme de leite, mas eu não faço questão. Gosto do creme mais firme e também porque evito deixá-lo ainda mais “engordativo”.