Cheirinho de feijão caseiro

É uma coisa muito brasileira, e, no meu caso, bem paulistana. Sentir aquele aroma da cebola com alho e os temperos fritando e depois do feijão se misturando… ah, é delicioso! Já ouvi muita gente falando: “nossa, não consigo fazer como minha avó”, ou: “o da minha mãe é imbatível, mas não consigo repetir”.

Sei que no Rio de Janeiro o feijão do dia a dia é preto, e na Bahia o temperinho é diferente, mas, na verdade, acredito que cada tempero é único. Cada um tem seu segredinho, seu jeitinho pra deixar saboroso e inesquecível esse prato.

Bem, deixo aqui o meu jeitinho, que é o que mamãe ensinou mas com um toque pessoal.

Feijão caseiro

Deixo mais ou menos uma xícara de feijão, quase sempre o fradinho, de molho na água fria por pelo menos uma hora. Jogo a água fora e coloco na panela de pressão com um pouco de água, só cobrindo os grãos, e afervento. Essa água eu também dispenso. Depois coloco água filtrada suficiente para cozinhar na pressão por 30 minutos depois de começar a ferver.

Quando termina de cozinhar na pressão, abro com cuidado e deixo no fogo baixo. Numa panelinha coloco azeite, cebola ralada, alho bem picadinho, 2 folhas de louro e uma pitada de cominho. Deixo dourar bem e jogo por cima uma concha do feijão cozido e o sal. Devolvo para a panela com o restante do feijão, cozinho mais uns 5 minutos e está pronto.

Bem, esse é o meu jeitinho… e o seu, como é? Conte aqui e enriqueça ainda mais essa receita!

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Salada de atum com queijo e picles

Esquenta, esfria, esquenta, esfria. Esse tempo maluco mexe também com nosso apetite e com as nossas escolhas na hora de cozinhar.  Semana passada eu estava pensando em sopas e agora só penso em saladas… Aí lembrei dessa, que minha mãe faz desde sempre, principalmente quando está esse tempinho calorento.  É pra lá de simples e deliciosa.

Ingredientes
1 pé de alface (de preferência lisa)
200 gr de queijo prato
1 lata de atum
picles à gosto
maionese também à gosto

Corte a alface em tiras finas, o queijo em cubos pequenos e o picles em pedaços pequenos. Em separado amasse o atum. Misture tudo e junte a maionese. Tá pronto! :-)

Ovos com salsicha da tia Custódia

A tia Custódia, irmã do meu avô paterno, seu Francisco, ficou muito famosa aqui em casa por causa de um prato muito simples: ovos mexidos com salsichas. Parece uma coisa simples, até demais, mas com os temperos certos dá um irresistível prato pro lanche da tarde. Meu pai conta que, na verdade, ela incrementava os ovos pois na época em que fazia a iguaria as vaquinhas estavam magras e a regra era fazer render. Hoje, ainda bem, guardamos esse sabor como uma foto no álbum da família, que traz boas recordações e fazemos o prato para nos deliciar e lembrar.

Ingredientes (para 4 pessoas)

4 ovos

2 salsichas (das boas, por favor)

1 tomate bem picadinho

meia cebola também picadinha

salsinha

sal e um pouco de óleo

um pouco de pimentão picado bem miúdo

Refogue bem a cebola no óleo, coloque a salsicha e deixe dourar um pouco. Acrescente o tomate e deixe apurar um pouco. Por último,  jogue o ovo com uma pitada de sal e a salsinha bem picada e mexa bem até o ovo ficar bem cozido. Voilá! :-)

Falsa bacalhoada

Fui criada em família católica. Mãezinha ainda é, e muito. Papai também. Eu é que desgarrei. Mas tenho muito respeito pela fé deles. É daquelas que move montanhas mesmo. E Semana Santa é a data mais importante pro católico. Nada de superstições ou promessas. Me foi ensinado só a guardar jejum nos dias santos e não comer carne na sexta-santa.

Acontece que o não comer carne virou bacalhoada pra maior parte das pessoas, o que deixa mãezinha indignada: “De que adianta comer peixe e fazer um banquete?!”. Eu concordo… não faz muito sentido fazer a coisa pela metade… Dessa forma, mãezinha arrumou um jeito de fazer a bacalhoada sem avacalhar e sem ter um desfalque na conta bancária. É assim:

Ingredientes

1 lata de atum

6 batatas

2 cebolas

azeite

pimentão, cheiro verde, azeitonas pretas, salsinha, cebolinha e todos temperos da bacalhoada tradicional

Como fazer

Descasque e corte as batatas e cebolas em rodelas grossas. Em uma panela monte camadas de cebolas, o atum amassado, batatas, pimentões em tiras e os outros temperinhos. Coloque o azeite à gosto, cubra com água e deixe cozinhar até a batata cozinhar bem. Está pronto. Não esqueça de comer com moderação ;-) 

Uma Feliz Páscoa a todos!

Torta de liquidificador

Segundona, feriado, chuva… a gente deu uma saidinha, fez um estrogonofe na casa de minha cunhada (ficou uma delícia), voltou pra casa e ficou curtindo o ócio.  À noite deu aquela fominha mas não tinhamos vontade de “comida”. Pensamos numa pizza, num lanche, mas acabei resgatando o caderninho de receitas de mamãe (que está sequestrado lá em casa) e me inspirei pra fazer uma torta salgada.

Tinha cinco opções de receitas, mas nenhuma parecia ser a certa. Acho que a maioria dessas receitas pro liquidificador vai muito óleo. Bom, fiz um apanhado e acabei inventando a minha… não é que deu certo? Minha opção foi usar farinha integral (estou nessa onda) e recheio de palmito.

Ingredientes

3 ovos
1 copo de farinha (pode ser integral ou branca)
1 copo de leite (talvez um pouco menos)
1/2  copo de óleo (talvez um pouco mais)
1 colher de sopa de queijo ralado
1 colher de sopa de fermento
1 colher de sopa de aveia

Coloque os ovos, o óleo, o queijo e a farinha no liquidificador e com ele ligado vá acrescentando o leite até ficar uma massa mole, mas não muito líquida. Por último coloque o fermento e bata mais um pouco.

O recheio pode ser do seu gosto, fiz com 1 vidro pequeno de palmito bem picado, refogado com azeite, meia cebola bem picada também, um pouco de alho amassado, meio tomate picado, umas folhinhas de manjericão e orégano.

Unte a forma com manteiga e farinha (use forma pequena se você quiser a torta mais fofinha e média se quiser ela mais baixinha, pra comer tipo pizza) , coloque mais ou menos metade da massa e leve ao forno pré-aquecido por uns 10 minutos. Retire, espalhe o recheio e despeje por cima o restante da massa. Leva mais uns 30 minutos pra assar.

Obs.: Essa nem deu tempo de fotografar, comemos quentinha!

Creme de mandioquinha

Reproduzo aqui uma receitinha gentilmente enviada pela Cris, inspirada pelos dotes culinários da D. Margarete, sua mamãe. Para ver mais visitem o blog dela.

A mandioquinha é rica em vitaminas do complexo B e em alguns sais minerais, como potássio e ferro.

Creme de Mandioquinha

4 mandiocas salsa grandes picadas
2 batatas grandes picadas
1 cenoura média picada
1 cebola média picadinha
1 tablete de caldo de carne
1 dente de alho amassado300 g de carne moída
Orégano, sal e pimenta do reino, salsinha e cheiro verde a gosto

Modo de fazer

Cozinhe a mandioquinha, a batata e a cenoura na água com sal
Quando os legumes estiverem macios, retire do fogo e escorra
Reserve a parte
Ferva um 1 litro de água e dissolva o caldo de carne
Bata no liquidificador os legumes cozidos juntamente com o caldo de carne dissolvido na água
Em uma panela, refogue o alho e a cebola
Quando estiverem dourados acrescente a carne moída e tempere com o orégano, o sal, a pimenta, a salsinha e o cheiro verde, misture bem
Depois, quando a carne estiver refogada, baixe o fogo e acrescente a mistura do liquidificador, misture bem e deixe cozinhar por uns 10 minutos
Sirva quente

Frango com cerveja

Não gente, não é pra beber a cerveja enquanto cozinha o frango! A Dani Marques mandou uma colaboração pro blog que, de acordo com ela “é tão fácil, mas tão fácil que é daquelas receitas que dá pra pedir pro marido ou namorado fazer sem risco algum.” rs. E ela ainda mandou a receita do acompanhamento! Chique demais, hein! Pra quem tá sem idéia pra cozinhar no findi, tente esse cardápio “facinho” e gostoso. Brigada Dani! Vejam a receita com os comentários dela:

“Eu adoro cozinhar. E o que mais tem na minha família é “chef”. Cozinheiras e cozinheiros bons demais. Da minha vó mineira que faz de um tudo ao meu cunhado espanhol que faz sushi ao meu priminho de 6 anos que já sabe fazer pão de queijo e bolo.
Agora a pouco, fiz uma das “especialidades” daqui de casa. Frango na cerveja. É uma receita ridícula de fácil, mas que todo mundo gosta e “adota” quando prova. E vai muito bem com creme de milho.”

Frango na cerveja

– 6 ou 8 pedaços de frango (eu gosto de coxa e sobrecoxa)
– um pacotinho de Sopa de Cebola (não pode ser o creme)
– uma latinha de cerveja.

Coloque o frango num refratário. Por cima jogue a sopa e a cerveja. Cubra com papel alumínio (parte brilhante para dentro). Você pode fazer com antecedência ou na hora de preparar mesmo. Leve ao forno pré-aquecido a 200º mais ou menos por uma hora. Tire o alumínio e deixe por mais meia hora mais ou menos, até dourar :).

Acompanha arroz branco e Creme de Milho:

– 2 colheres de manteiga
– 2 colheres de farinha de trigo
– 2 copos de leite (mais ou menos 400 ml)
– 2 latas de milho verde
– sal e noz moscada

A base é um bechamel. Na panela dem fogo médio, derreta a manteiga, e adicione a farinha. Vá misturando o leite (frio mesmo, não tem perigo) aos poucos sem parar de mexer para não empelotar (caso isso aconteça, não apavore, porque a gente usa o mixer para triturar o milho, o que já elimina eventuais grumos da farinha). Antes de colocar o milho tempere com sal e noz moscada (não pode faltar. Uso bastante, cerca de uma colher de café cheia). Agora adicione uma das latas de milho e bata bem com o mixer na panela mesmo. Deixe cozinhar por uns 5 minutos, coloque a outra lata e cozinhe por mais 5 minutos, mexendo de vez em quando pra não grudar. Tem quem goste de misturar duas colheres de creme de leite, mas eu não faço questão. Gosto do creme mais firme e também porque evito deixá-lo ainda mais “engordativo”.